E o primeiro indicado ao Troféu é...
Pobre sétima arte. O que é esta mania estapafúrdia de as empresas colocarem seus próprios nomes em casas culturais que patrocinam?? Os marketeiros devem achar genial. Fica uma coisa sem alma, porque cada vez que se troca o patrocínio, a casa tem de mudar de nome. O exemplo mais triste disso é o pobre do Palace (nome por si só duvidoso): pois bem, depois disso ele já foi DirectTV Hall e agora é CIE Music Hall? Ahn??? Por que eu tenho de ir ao banco cada vez que desejo ver um filme do tipo blocksleeper (o inverso de arrasa quarteirão, que os fãs de Orlandos Blums e Sandra Bullocks odeiam e por isso mesmo dormem na sessão)? Unibanco, HSBC...
Mas quando se achava que todas as impropriedades haviam sido cometidas, eis que alguém se supera. O finado Cinearte, tão tradicional com aquele seu cheirinho de mofo, fechou as portas. Dois meses depois reabriu, chamando-se como? como? Cine Bombril!!! Sai a arte e entra a palha de aço. Daqui a pouco aparece o Cine Assolan. Por isso, o Cine Bombril merece indicação ao Troféu Aleatórios do Ano na categoria Idéias de Jerico.
Em tempo: não tenho nada contra empresas patrocinarem casas culturais e acho que é um dinheiro muito bem empregado. A Bombril prestou um grande serviço aos fãs de cinema paulistanos. Só não precisava cometer este narcisismo empresarial.


2 Comments:
Carlinhos Moreno na bilheteria, JÁ!!!
Ou como pipoqueiro!
Olha, mas isso não é tão estranho assim. Existem nomes por aí que comprovam que isso não acontece só com as "casas". Imagina que legal um primo chamado Bombril? Puxa, pq minha família coelhística gigante não apronta uma dessas? Seria tudo! :D
Agora, quando aos nomes, bom, quero ver o Cine Jontex ou o HOLA HALL, imagina... pode ser uma maneira de revitalizar sem Viagra os cinemas antigos do centrão de São Paulo.
Fica a dica!
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